Ação
111 min
Esse filme de ação coescrito e produzido pelo francês Luc Besson possui tão ritmo frenético que quase esconde suas falhas. Lembro quando assisti a “Salt”, com Angelina Jolie, ter torcido para filmes de ação protagonizados por mulheres virarem moda. Elas definitivamente aguentam mais porrada que os homens sem caírem do salto. Aqui, Zoe Saldanha [de “Avatar”] faz uma assassina profissional com uma meta de vida muito clara: vingar a morte dos pais, a qual ela testemunhou ainda criança na Colômbia. A premissa é somente uma desculpa para embebedar o espectador com ação desenfreada e condução direta. É incrível como Saldanha leva um filme assim nas costas sem maiores dificuldades, equilibrando bem o desempenho físico [e põe físico nisso] com o dramático, mesmo o papel não exigindo dela arrebates de Oscar. Mas não deixa de ser interessante vê-la lidando com coisas da vida, como o amor, enquanto precisa da frieza e agilidade para cumprir suas missões. Sendo uma obra de montagem, tudo é rápido e superficial, pois se prioriza a ação. Nessa avalanche, não alcança a resolução merecida. O último ato é apressado, querendo logo chegar à última cena. Isso me jogou para fora da história quando eu mais queria entrar.

Um comentário:
Tu já viu HAVEN?
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